segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Einstein explica solidão?

Tava lendo esse conto aqui. E então pensei que é uma metáfora muito interessante.

Algum dia, há bilhões de anos, tudo era uma coisa só. Pretos, brancos, amarelos, cor-de-rosa, ricos, pobres, homens, mulheres, hermafroditas, velhos, jovens, e todo tipo de classificação simplista. E então alguma força faz o universo se expandir. E, por conseguinte, o que nele está contido se afastar.

Engraçado que nem combina com meu humor neste instante. É, talvez alguma força dentro das pessoas lute contra isso. Tem gente que chama de amor. E tem gente que tenta classificar.

Talvez a gente seja mais que hardware mesmo. E tinha um colega, que depois virou professor, que dizia "graças ao Caos" ou "Caos me livre", coisa assim. Mas não dá pra negar que Algo faz as coisas irem contra as probabilidades. Tudo no seu tempo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quero ouvir uma canção de amor
que fale da minha situação
de quem deixou a segurança do seu mundo por amor

(Legião Urbana - O Mundo Anda Tão Complicado)


Talvez é o que as pessoas tenham medo de fazer.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dinosaur Jr.

Fui ontem. Muito massa, os caras tocam muito.

O guitarra tá mó gordo e não tem presença de palco, mas a cabeleira grisalha é muito estilosa. O baixista compensa um pouco na animação, mas por algum motivo toda hora mexia no som, e trocou de baixo duas vezes. Os microfones tavam meio zuados também.

Tenho a impressão de que as cadências das músicas são todas parecidas, geralmente com uma ênfase na mediante e na dominante.

Vacilei em não colocar as músicas deles no MP3, tocaram um monte que eu não conhecia.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dias estranhos

É quando você não consegue se concentrar num concerto. Ou quando o timbre dos instrumentos não dá mais tanto arrepio. Acho que vou ouvir mais Mozart. É o que tou precisando.

É quando você não consegue apreciar uma chuva. Ou quando você sente falta de apreciar uma chuva.

É quando você inverte prioridades. E quando prioridades precisam ser invertidas.

É quando simplesmente não sobra tempo pra ouvir música. Ou quando música passa a ser tão importante que você queria passar mais tempo ouvindo. Ou quando músicas como "Let Down" do Radiohead (esse outro é melhor, mas tá ruim no final) deixam de fazer sentido. E nem posso deixar que façam. Embora no fundo não condigam com o momento mesmo.

(Outro dia tava pensando em como seria bom estar na pele do Lúcio Ribeiro. O cara ganha pra assistir os shows das bandas que ele mais gosta. Se bem que ele gosta de tanta porcaria que às vezes eu duvido que ele seja totalmente sincero/imparcial - será que essas coisas são compatíveis? Ou vai ver ele gosta mesmo. Mas definitivamente eu sou muito anti-social pra ser o Lúcio Ribeiro.)

É quando você não consegue conversar sobre. Nem deve, tem que digerir mesmo. No máximo o shrink. E é tanto que nem dá pra conversar. Ou se conversar estraga.

Dias estranhos precedem grandes mudanças. E dessa vez parecem ser mais sérias. Não quero simplesmente tomar a decisão mais fácil.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tempo a gente tem quanto a gente dá
Corre o que correr, custa o que custar
Tempo a gente dá quanto a gente tem
Custa o que correr, corre o que custar

(Rodrigo Amarante - Evaporar)


Vícios: Alien Lanes (Guided by Voices), embora agora não tanto, e muito Blur. Principalmente depois que vi o documentário novo. Agora também tou começando a utilizar playlists aleatórias.
Dias difíceis, mas felizes. Gripado, relógio biológico maluco (olha o horário do post), difícil achar outro lugar pra morar. Dúvidas e incertezas na cabeça. Como o algoritmo que a gente roda é online, tem que ser ruim por um fator pelo menos logarítmico mesmo, fazer o quê.

Fiquei muito tempo sem um número razoável de bons amigos. Ter isso de volta faz uma diferença absurda.